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domingo, 28 de março de 2010

Mansuetude

Mansuetude e poder (video/voz)

A mansuetude é, por vezes, confundida com fraqueza espiritual, apatia ou indiferença. Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.

Acredita-se que a mansuetude não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência, o despotismo e a violência.

Contudo, mais uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a mansuetude.

Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; o Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.

Acaricia as pétalas de uma flor sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar.

As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.

O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.

A luz, a vida e o espírito os maiores poderes do universo, atuam com a suavidade de uma aparente ausência. (ler toda mensagem)

domingo, 21 de março de 2010

Paz

Viver em Paz "..Vivei em paz..." Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.) Mantém-te em paz. É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém. Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação. Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito. Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho... Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas. Uns acusam, outros choram. Ajuda-os, enquanto podes. Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida. Aprendamos a compreender cada mente em seu problema. Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre. Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos. Autor: Emmanuel Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva Video com a voz do Chico Xavier sobre o ria da semana passada: Estejamos em paz. Abç

domingo, 14 de março de 2010

Otimismo

Convite ao Otimismo

Livro: Convites da Vida - 33 Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

"Estou cheio de conforto, transborda-me o gozo em toda a nossa tribulação." (2ª Epístola aos Coríntios: capítulo 7º, versículo 4.)

Não vitalizes tristezas nem desencantos, apesar das configurações de sofrimentos que surjam e se avolumem pela senda que percorres.

Quando tudo parece perdido, invariavelmente uma solução surge, inesperada, providencial. E se não se materializa a resposta almejada, diretriz melhor conduzirá o problema de maneira salutar para ti mesmo, se te dispuseres esperar.

Sombras não se modificam com sombras.

O pântano não renascerá drenado com a condenação da lama.

Mister esparzir luz e fazer canais providenciais.

Para tanto, o homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar escaninhos pestilenciais de pessimismo mediante o aroma da esperança.

Pessimismo é enfermidade que engendra processo de psicose grave por antecipação de um mal que, talvez, não ocorrerá.

A cada instante as circunstâncias geram circunstâncias outras, fatores atuais compõem fatores futuros, dependendo da direção que lhes imponhas.

Não te canses, desse modo, exageradamente sob o peso da nostalgia ou te entorpeças asfixiado pelos tóxicos das frustrações que todos experimentam..

Entrega-te a Deus e deixa-te conduzir tranqüilamente.

Otimismo é estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para as densas trevas que se demoram em vitória momentânea.

Nas duas traves da Cruz, quando tudo pareceria perdido, o Justo, em excelente lição de otimismo, descerrou os painéis da Vida Verdadeira, morrendo para ressurgir em gloriosa madrugada de Imortalidade, que até hoje é o canto sublime e a rota segura, plena de alegrias para todos nós.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Justiça em Nós Mesmos

Não nos esqueçamos do mundo vasto de nós mesmos, onde a consciência amparada pela razão, nos adverte, serena e incorruptível, quanto às normas que nos cabe esposar, em favor de nossa segurança e alegria.Muitas vezes, recorremos ao parecer dos outros nos assuntos que nos dizem de perto à paz espiritual, com receio do parecer de nossa própria alma e, quase sempre, apelamos para a orientação de muitos encarnados e desencarnados, por nos sentirmos incapazes de escutar os avisos de nosso templo interior, em cujo altar, a Bondade Divina nos concita às obrigações que a vida nos delegou.Em muitas ocasiões, queixamo-nos dos companheiros que nos partilham a luta, cegos para com a nossa posição reprovável diante deles; declaramo-nos desditosos e perseguidos, sem perceber os calhaus de amargura que lançamos, desassisados, no caminho dos outros e arrojamo-nos a reivindicações descabidas, sem observar que nós próprios fomos os autores da desconsideração que nos arrasa ou desprestigia... Em várias circunstâncias, reclamamos o trabalho do próximo sem dar a mínima parte da quota de serviço que lhe devemos, exigimos que a tranqüilidade nos favoreça, alimentando a guerra silenciosa e tenaz contra os nossos vizinhos e bradamos contra as perturbações que nos visitam a casa, cultivando a leviandade e a calúnia, a destruição e a maledicência...Tenhamos, desta maneira, a coragem de examinar a nós mesmos, ouvindo a própria consciência que jamais nos engana quanto ao rumo que nos compete seguir.Decerto, é muito fácil julgar a conduta alheia e repetir a famosa frase: - “Se fosse comigo faria assim”.Mas, é sempre difícil atender à justiça em nós mesmos para retificar as próprias atitudes e corrigir os próprios atos.Acendamos, cada dia, por alguns instantes, a luz da prece em nosso próprio íntimo e roguemos a Jesus nos ensine a ver e a discernir para que, através da oração possamos aprender e servir sem compromissos escuros nos laços da tentação. Livro: Semeador Em Tempos Novos - Francisco Cândido Xavier Post sugerido pela AGE Mayara

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amor

QUEM AMA

Quem ama nada exige. Perdoa sem traçar condições. Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia. Renuncia com alegria ao que mais deseja. Não espera reconhecimento. Serve sem cansaço. Apaga-se para que outros brilhem. Silencia as aflições, ocultando as próprias lágrimas. Retribui o mal com o bem. É sempre o mesmo em qualquer situação. Vive para ser útil aos semelhantes. Agradece a cruz que leva sobre os ombros. Fala esclarecendo e ouve compreendendo. Crê na Verdade e procura ser justo. Quem ama, qual o samaritano anônimo da parábola do Mestre, levanta os caídos da estrada, balsamiza-lhes as chagas, abraça-os fraternalmente e segue adiante...

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Brilhe Vossa Luz. Ditado pelo Espírito Alexandre de Jesus. 4a edição. Araras, SP: IDE, 1987

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tolerância

Tolerância é caminho de paz. Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender. Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor. Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranqüilidade. Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis. No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições. Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia. No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de conseqüências imprevisíveis. Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos. Autor: Emmanuel Psicografia de Chico Xavier. Da obra: Plantão de Paz

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Newsletter Especial: Vínculos Fraternais

Quer receber as Newsletter da Mocidade? Então envie um e-mail para > mocidadeespiritadocefak@gmail.com < Não importa se você é ou não da Mocidade! Divulgar a nossa Doutrina de Amor e Luz é o que há ;)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vigilância

Oração e vigilância (...)o Sublime Galileu foi incisivo em sua orientação de que é necessário orar e vigiar.

E quão pouco vigilantes temos sido ao longo dos séculos.

Quantas vezes sucumbimos à ira, aos desejos inferiores, abandonando o caminho do bem.

Em inúmeras oportunidades de crescimento e soerguimento moral, deixamo-nos arrastar pela correnteza da vida, deixando para trás a porta estreita que nos levaria à felicidade verdadeira.

Deve-se vigiar constantemente para não resvalar outra vez nos desfiladeiros da desdita e das sombras.

Quando a boca, na disputa verbalista, for tentada ao revide, silenciemos e vigiemos humildemente.

Calar uma ofensa é prova inequívoca de que não se deixou levar pela agressão indevida.

A mão que deixa de apontar na via pública um antigo opositor, vigia, porque não acusar é exercer a vigilância em si mesmo.

A alma que pretendia saltar perigosa sobre o agressor e, ao invés disso, despedaça a cólera aninhada no coração, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.

Jesus orienta-nos para que não nos deixemos contaminar pelo veneno do mundo. Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 31 do livro Enfoques Espíritas, de Divaldo Pereira Franco, do Espírito Vianna de Carvalho.

sábado, 19 de setembro de 2009

Respeito

Respeito

Jornal Mundo Espírita - Maio de 1999

Independentemente de crença, de raça, de sexo, de posição social, de condição econômico-financeira, de cultura, e até mesmo de idade, em verdade, todo ser humano merece respeito.

Lamentavelmente, nem sempre tem sido assim, uma vez que continuam a prevalecer em nosso meio, em nosso planeta Terra, o orgulho e o egoísmo, sem dúvida alguma as duas maiores chagas da Humanidade.

Recorrendo ao dia-a-dia, desde logo veremos como ainda é forte a presença do egoísmo e, por conseguinte, da falta de respeito ao semelhante.

Com efeito, para exemplificar, quando furamos a fila, seja do que for, estamos partindo do pressuposto de que o nosso tempo é mais importante do que o dos outros, que chegaram antes, e sobretudo estamos agindo em completo desrespeito às mais comezinhas regras de convivência em coletividade, ainda que não escritas.

De igual modo, se vamos a um teatro assistir a uma palestra e, além do lugar que ocupamos, colocamos qualquer objeto no assento ao lado com o intuito de guardá-lo para um amigo que está atrasado, evidentemente estaremos nos comportando com reprochável egoísmo, em detrimento de outras pessoas, que já chegaram àquele auditório, mas que não podem se utilizar dos assentos porque já estão "ocupados". Egoísmo e falta de respeito.

São milhares os exemplos, que estão ao nosso derredor, de egoísmo e de orgulho, assim como de sua filha predileta, a vaidade.

E é facílimo concluir que todos querem ser respeitados, tanto assim que o brocardo popular diz que "respeito é bom e eu gosto". Todos gostam.

Se assim é, de todo conveniente que perguntemos: o que será preciso fazer para introduzir o respeito entre nós, de modo generalizado?

Pensamos ser indispensável que cada um enxergue no próximo um irmão e faça a ele o que gostaria que ele lhe fizesse, respeitando-o sempre, quaisquer que sejam as circunstâncias, os fatos e a situação.

Será excelente se conseguirmos nos colocar com exatidão no lugar do outro, procurando pensar como ele, em melhores condições de entendimento, portanto, particularmente no que tange ao modo como desejaríamos ser tratados.

É claro que esse aprendizado é lento e há de ser alcançado de maneira gradual, com o emprego de nossa vontade férrea de acertar e com os formidáveis recursos da disciplina e da determinação para alcançar esse desiderato.

Mas, que não percamos de vista, não há nenhuma razão para desânimo, uma vez que a própria Natureza não dá saltos, de maneira que tudo se consegue devagar, devagarinho, a pouco e pouco.

É importante, importantíssimo, assim, que cada um faça a sua parte e faça-a bem, com o máximo de esmero, com o que estará prestando notável contributo para a harmonia e para o equilíbrio das relações humanas!

E o respeito começa em nós, em nossa intimidade, sendo necessário respeitar-se para respeitar a outrem, razão pela qual uma das bandeiras do Espiritismo é a reforma íntima, para melhor, buscando-se transformar quanto possível o homem-velho que insiste em prevalecer em nossas atitudes e decisões.

O respeito há de ser geral, respeito à própria vida e à sua preservação, respeito à Natureza, respeito aos animais, aos vegetais e aos minerais, mas, sobretudo, respeito ao homem, essa complexa criatura de Deus, que um dia atingirá a perfeição relativa e a felicidade suprema, destino final de todos os seres humanos.

Todos aspiramos ser respeitados. Respeito é bom, é ótimo, e dele todos nós gostamos. Está em nossas mãos obtê-lo. Em nosso próprio benefício, assumamos um auto-compromisso: a partir de agora, deste exato instante, procuraremos agir com respeito, com profundo respeito, com respeito sempre!

(Jornal Mundo Espírita de Maio de 1999)

domingo, 13 de setembro de 2009

Justiça

Justiça e equilíbrio

Em determinada passagem do evangelho, o apóstolo Paulo afirma: “Pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará”. Habitualmente se entende que somente após a vida terrestre faremos um balanço de nossas ações, recebendo a justa recompensa, seja paz ou desequilíbrio. Ocorre que não é necessário morrer para perceber a atuação da lei das compensações. Reparemos o cenário da luta vulgar na Terra. Há homens que são indiferentes às dores do próximo.

Por seu turno, eles também recebem a indiferença quanto às dores que experimentam. Muitos optam pelo afastamento do convívio social. Para esses a solidão deprimente é a resposta ao mundo. Alguns se permitem utilizar extrema severidade no trato com o semelhante. Mas também são julgados pelos outros com rigor e aspereza. Há quem pratique, em sociedade ou em família, a hostilidade e a aversão. Naturalmente encontra entre vizinhos e parentes primordialmente antipatia e desconfiança. Entretanto, muitos optam por demonstrar carinho e respeito, mesmo por desconhecidos.

Esses gestos amigos granjeiam o concurso fraterno até de grupos anônimos que a todos cercam. Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria. O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência. Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto a nós. Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor. Todo dia é tempo de semear.

Todo dia é tempo de colher. Não é necessário atravessar as portas do túmulo para encontrar a justiça, face a face. A justiça revela-se no cotidiano, nos princípios de causa e efeito, em todos os instantes de nossa vida. A justiça divina é, em última instância, uma lei de harmonia. Deus criou o mundo com base em leis perfeitas, que regem a vida e a evolução das criaturas. A energia que lançamos no mundo, seja de paz ou de desarmonia, nos pertence. Ela até pode afetar momentaneamente os outros, mas sempre volta à origem, para quem a emitiu.

Esse raciocínio evidencia o equívoco de pretender que Deus castiga suas criaturas. É inconcebível imaginar Deus no papel de carrasco, sondando os atos de cada um de seus filhos, para puni-los ao menor desvio. Ele nos dá livre-arbítrio, a fim de que cresçamos em experiência, discernimento e compreensão. Mas também nos dá responsabilidade por nossos atos, permitindo que experimentemos as conseqüências de todos eles. Assim, se causamos desequilíbrio no universo, fazendo mal a um semelhante, devemos restabelecer o equilíbrio original, reparando as conseqüências.

Nesse contexto, está inteiramente em nossas mãos optar pela paz ou pela discórdia, pela saúde ou pela doença.

Se tudo o que ofertamos ao mundo a nós retorna, é questão de bom senso adotarmos um padrão de conduta generoso e nobre. A sementeira de ontem já foi lançada e hoje colhemos os seus frutos. Não há como retornar sobre os próprios passos e desfazer o passado. Mas o amanhã está inteiro por construir. Optemos firmemente pelo bem, seguindo os exemplos do cristo. Bem rápido a vida nos dará frutos de paz e amor. Afinal, como disse o apóstolo, “aquilo que o homem semear, isto também ceifará”.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XXXIV do livro Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Trabalhemos

CONVITE AO TRABALHO

“Trabalhai não pela comida que

perece, mas pela comida que

permanece para a vida eterna,

a qual o Filho do Homem vos dará.”

(João: 6-27)

Na hora do desespero, exclamas: “é demais!”

Acoimado pelo sofrimento, descarregas: “Não suporto mais.”

Vitimado pela incompreensão, gritas: “Ninguém me compreende.”

Dominado pelo cansaço, proferes: “Irei parar por aqui.”

Sob o açodar do desânimo, afirmas: “Faltam-me forças.”

Malsinado pela ingratidão, desabafas: “Nunca mais.”

Ante as injunções da época, explicas: “Não serei eu a sacrificar-me.”

Há outras expressões constantes, que atestam os momentos infelizes, em que, não raro, cristãos e espíritas lúcidos saturados das relações habituais e dos contínuos insucessos desta ou daquela natureza, permitem revelar o estado de ânimo, gerando desalinho interior e fomentando o desequilíbrio nos demais companheiros, que deles esperam a lição da segurança e da harmonia, em qualquer circunstância das atividades evolutivas nas quais te encontras empenhado.

Mister retificar a conceituação, quando clarificado pelo Evangelho de Jesus Cristo. Consubstanciá-lo nos atos diários é tarefa inadiável, que não se pode procrastinar.

O trabalho é sempre veículo de renovação, processo dignificante, em cujo exercício o homem se eleva, elevando a humanidade com ele.

Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econômicas, trabalha!

Se necessitas armazenar moedas, com finalidade previdenciária, trabalha sem desânimo.

Se projetas a aquisição honrosa da paz e do pão, trabalha com proficiência.

Se és independente, trabalha pelo bem comum, convertendo a hora da ociosidade em bênção para os outros.

Trabalhando, estarás menos vulnerável à agressão dos males ou à leviandade dos maus. O trabalho é mensagem de vida, colocada na direção da criatura para construir a felicidade que todos perseguimos.

Recorda o apelo do Mestre: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará”, e não desfaleças, porque o trabalho contínuo e nobre falará pelos teus pensamentos e palavras em atos que te seguirão até além das fronteiras da vida orgânica.

(De “Convites da Vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis”

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Resignação

O que é resignação?
De acordo com o dicionário, é sujeição paciente às contrariedades da vida. E de acordo com Lazaro no Evangelho Segundo o Espiritismo, a resignação é o consentimento do coração. E Emmanuel nos alerta, na mensagem Resignação e Resistencia, o periogo de mal-interpretar essa palavra. Confirem.

De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes. Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.

Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?

Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranqüilidade.

Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.

Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.

Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos. Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade. Como reagimos diante do sofrimento e do mal?

Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento. Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie. Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície. Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem. Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança. Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço. Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.

Estudemos resignação em Jesus - Cristo. A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje. Texto extraído do livro "Estude e Viva" - Emmanuel e André Luiz Psicografado por Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

domingo, 16 de agosto de 2009

Prece de Gratidão (Emmanuel)

Olá galerinha, Aproveitando o estudo da Lei de Adoração, com ênfase na parte Da Prece, e que nosso RIA da semana é a Gatidão, temos a nossa primeira postastagem 2 em 1 ;] Prece de Gratidão (Emmanuel) Pelo apoio do lar; Pelo amparo da escola; Pela proteção do trabalho; Pela alegria de servir; Pela defesa da higiene; Pelo aviso da experiência; Pelo exercício da tolerância; Pela capacidade de ser útil; Pelo Dom de discernir; Pela força da paciência; Pelo amigo que me socorre; Pelo adversário que me instrui; Pelos estímulos com que me conduzes; Pelas provações com que me esclareces; Pelas dificuldades com que me controlas; Pela energia da esperança e Por todas as bênçãos de amor que me proporcionas, Através dos entes queridos que me confias, Obrigado Meu DEUS !... (Psicografada por Francisco C. Xavier em 12-04-73, Uberaba, MG) Para saber mais: O Livro dos Espíritos

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Humildade Sempre

Joanna de Ângelis Alegra-te por fazeres parte da grandeza indescritível do Universo. Não te subestimes, a ponto de constituíres-te uma nota dissonante, nesta sinfonia de incomparável musicalidade. Busca sintonizar-te com a melodia que paira no ar, vibrante, afinando-te com a glória da vida. Engrandece-te na ação das coisas de menor monta; apequena-te, quando diante das expressivas realizações que promovem os pruridos da vaidade e desarticulam as peças da simplicidade. No contexto das expressões do Universo tu és importante, traduzindo a glória da Criação e evoluindo sem cessar. A humildade exterioriza o valor e a conquista pessoais. Ignorando-se, irradia-se e fomenta a paz em toda parte. Jamais te deixes engolfar pela revolta, que traduz soberba e orgulho. Quando alguém se permite penetrar de humildade, enriquece-se de força renovadora que se não exaure. Contempla as estrelas, mas não te descuides dos pedregulhos sob os teus pés. Sonha com os acumes esplendorosos das alturas, no entanto, não desconsideres as dificuldades-desafio da ascensão. O Sol, que mantém a corte de astros que o cercam, desgasta-se, lentamente. A Tecnologia, de tão salutares benefícios para a Humanidade, também responde pela tremenda poluição que ameaça a vida e a Natureza. O metal, que reluz, se consome no burilamento a que se entrega. Só a humildade brilha sem desgastar-se e eleva sem por em perigo. Muitos falam, escrevem e traçam definições sobre a humildade de que se dizem possuidores ou que propõem para vivê-la os outros. Sê tu aquele que passa incompreendido, porém entendendo o próximo e as circunstâncias, sem tempo para justificativas ou colocações defensivas. Segue a programação a que te vinculas com o bem, não descurando o burilamento íntimo, o sacrifício pessoal. Se outros pensam em contrário à tua atividade — cala e prossegue. Cada qual responde a si mesmo pelo que é e pelo que faz. A humildade difere da humilhação. Uma é luz, outra é treva; a primeira eleva, a segunda rebaixa. Investe-te da segurança, de que, na Terra, ainda não há lugar ou pelo menos compreensão, para a verdadeira humildade de que Jesus se fez o protótipo por excelência, e, olhos nEle postos, ignora o mal e os sequazes dos maus, não revidando nem magoando ninguém, embora ferido, em sofrimento intenso, na certeza da vitória plena e final, após a larga travessia pelo oceano das paixões humanas dilacerantes. Psicografia de Divaldo Franco

sexta-feira, 1 de maio de 2009

EURÍPEDES BARSANULFO

Olá queridos jovens da Mocidade,

Como o Márcio os comunicou, faço parte agora, das postagens do nosso BLOG. Em especial, gostaria de ressaltar, o quanto o dia de hoje é importante. Hoje, é o dia do nascimento de EURÍPEDES BARSANULFO, o querido mentor da nossa Mocidade Espírita. A trajetória de vida deste espírito missionário começou na pequena cidade de Sacramento-MG, em 1º de maio de 1880, data em que se comemora o Dia do Trabalho. Parecia ser o prenúncio de uma vida devotada ao próximo. Além disso, não se pode deixar de mencionar sua mediunidade de cura e fenômenos físicos, bem como a grande vocação para a educação e o incentivo a pensar em um modelo inovador de ensino. Então, é de relevada importância, que Eurípedes seja o nosso grandioso exemplo de BONDADE em nossas vidas.

Semear o Bem “Aquele que grafa uma página edificante, semeia um bom exemplo, educa uma criança, fornece um apontamento confortador, entretém uma palestra nobre ou estende uma dádiva, recolherá, cem por um, todos os grãos de amor que lançou na sementeira do Eterno Bem, laborando com a Vida para a alegria sem fim”.

Autor: Eurípedes Barsanulfo. Psicografia de Chico Xavier.

Livro: Caminho Espírita.

Abraços Fraternos,

E até domingo!

Clarinha.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ria da semana.

Olá meus queridos!
Começo hoje pedindo-lhes desculpa pela demora! Tive uma semana muito cheia, mas é claro que não esqueci de vocês, por isso, aqui estou...
Deixo a vocês uma mensagem sobre o nosso RIA da semana, e vou ficar devendo algo mais organizado e bem planejado para a próxima semana!
Beijos a todos!
Até domingo ^^
Terapia da solidariedade
A senhora, culta e nobre de sentimentos, dispondo de algum tempo livre, resolveu aplicá-lo de forma útil. Como o índice de suicídios na cidade onde residia era elevado, dedicou-se ao edificante trabalho de atendimento do S.O.S-Vida, serviço telefônico para os candidatos ao autocídio. Submeteu-se ao treinamento e, três vezes por semana, dedicava duas horas de seu dia, à relevante tarefa.
Em uma ocasião, foi surpreendida por uma voz feminina amargurada e nervosa, que dizia: “pretendo matar-me ainda hoje. Antes de fazê-lo, quis comunicar minha decisão a alguém. Por isso, estou telefonando.”
Fiel ao compromisso de não interferir no drama do cliente, manteve-se serena, indagando: “acredita que eu possa lhe ser útil?”
Com azedume, a paciente reagiu: “ninguém pode ajudar-me, nem o desejo. Odeio o mundo e as pessoas. Sou uma infeliz e pretendo encerrar esta existência vazia.”
Como a senhora permanecesse em respeitoso silêncio a sofredora continuou sua narrativa.
“Sou rica. Resido em uma bela mansão, no melhor bairro da cidade. Tenho dois filhos: um homem e uma mulher, ambos casados e pais, que já me deram quatro netos. Sou membro da alta sociedade, frequento ambientes luxuosos e requintados. Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar. Mas sabe o que mais me irrita? Pois eu lhe digo: em minha casa disponho de duas linhas telefônicas. Sempre que a campainha soa e vou atender, trata-se de ligação errada. Ou seja, ninguém se preocupa comigo. Terminados os encontros formais, sociais, ninguém é meu amigo!”
“Então” – interferiu a senhora com habilidade – “permita-me telefonar-lhe uma vez ou outra.” “Com qual interesse?” – perguntou a outra incrédula. “Eu necessito de uma amiga.” – respondeu serenamente.
Fez-se silêncio por um instante. “Mas você não me conhece.” – redarguiu, mais calma, a sofredora. “Isso não é importante. Vou conhecê-la depois. Forneça-me o número de seu telefone, por favor.” – insistiu a senhora. “Não tenho o hábito de dá-lo a estranhos.” – respondeu um tanto contrariada. “E como deseja, então, que a procurem?”
Depois de um instante de hesitação, ela cedeu e informou seu nome e número telefônico. Dois dias depois, a atendente telefonou para a desconhecida. Conversaram sobre assuntos gerais. A experiência repetiu-se muitas vezes. Após alguns meses, resolveram conhecer-se pessoalmente em um café, e se tornaram amigas.
Hoje, ambas trabalham no S.O.S-VIDA e o telefone, quando toca, é alguém pedindo socorro, no que sempre é oferecido com carinho. Aprendeu a amar. Tornou-se útil e solidária. Curou-se da solidão que a consumia e torturava.  ***  Recebe amor aquele que o doa. Muitas vezes não o recebe da pessoa a quem o oferta. Isso, porém, não é importante, desde que ame. A solidão é doença que decorre do egoísmo. Quando alguém se dispõe a sair da concha do “eu”, enriquece-se de amor e de solidariedade.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “Sob a Proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

RIA da semana - Disciplina

A virtude da disciplina (adaptada)

Certas palavras e expressões às vezes têm seu sentido deturpado ou reduzido.

Assim ocorre com a disciplina, freqüentemente entendida como submissão a um agente externo.

O termo remeteria à ação que sujeita a vontade de outrem.

Embora a disciplina sob o aspecto exterior seja necessária, ela a tal não se circunscreve.

Na realidade, é sob o prisma interno que a disciplina revela seu mais rico potencial.

Trata-se de uma virtude que viabiliza a aquisição de todas as outras.

Sem disciplina, não há avanço e transformação moral e intelectual.

A criatura indisciplinada permanece como sempre foi.

Seus vícios e debilidades não encontram firme oposição e os mesmos erros são incessantemente repetidos.

A disciplina atua no plano da vontade.

Ela estabelece regras e define como deve ser o comportamento futuro.

O homem disciplinado diz a si mesmo que deve fazer e se mantém firme no propósito.

Mesmo contra seus interesses e tendências naturais, segue o programa de melhoramento que se impôs como meta.

A disciplina consiste em uma força interior que permite a alteração de velhos hábitos.

Não se trata apenas de decidir ser melhor, mas de colocar em prática o que se decidiu.

Certamente há vacilos, mas logo o homem disciplinado retoma seu projeto inicial.

Ele não se permite desistir, quando percebe a viabilidade da meta que elegeu para si.

Nada há de errado com a satisfação das necessidades elementares da vida, em um contexto de dignidade.

O vício reside no excesso e na fixação do pensamento em atividades que são meramente instrumentais.

A destinação do Espírito humano é excelsa.

Compete-lhe vencer a si mesmo, libertar-se de hábitos primários e preparar-se para experiências transcendentais do intelecto e do sentimento.

Ocorre que isso somente é possível com muita disciplina.

Sem uma vontade firme aplicada na correção do próprio comportamento, ninguém avança. Maus hábitos, como maledicência, gula, preguiça e leviandade sexual, não somem por si sós.

Eles devem ser corajosamente enfrentados e subjugados.

O abandono de vícios é lento e doloroso.

No princípio, o esforço necessário é hercúleo.

Mas gradualmente se percebe o peso que representam as más tendências.

Surge uma sensação de liberdade e de leveza, com a adoção de um padrão digno de comportamento.

Então, o que era difícil se torna fácil e prazeroso, pois a disciplina gera a espontaneidade. Pense nisso.
Redação do Momento Espírita. Em 15.02.2008

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SIMPLICIDADE

Olá queridas(os), Vamos refletir sobre o RIA da semana??? Aqui vai uma mensagem que garimpei na internet: SIMPLICIDADE Quando ouvimos falar de simplicidade logo nos vêm à mente pessoas despidas de adereços, lares onde se percebe a escassez de recursos financeiros e assim por diante. Todavia poderemos entender a simplicidade sob outro aspecto. Nem sempre as pessoas que não se enfeitam são simples e a recíproca é verdadeira. Há pessoas que se vestem com aparente luxo mas são pessoas extremamente simples. Ser simples é não opinar sobre o que desconhece. É admitir-se capaz de cometer equívocos. É ser feliz com pouca coisa, ou com coisas simples. Ser simples é falar com sinceridade. É deixar-se emocionar diante de pequenos fatos. É permitir que as lágrimas rolem pelo rosto quando o coração solicita. Enfim, ser simples como o criador, que nos oferece a natureza bela e exuberante a cantar a simplicidade desde a aurora até o crepúsculo. Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. (com modificações) Agora, vamos falar do domingo passado!!! Adorei a aula! A dinâmica de defender a idéia de existirem ou não anjos e demônios foi ótima! Todos estavam sintonizados e chegamos rapidamente à conclusão, com a ajuda do Livro dos Espíritos (obrigado aos que levaram!), que anjos e demônios não existem da forma como são ‘pintados’ para nós... com asas e rabinho...heheheh. Mas se você quer definir os espíritos puros como anjos e os ainda arraigados ao mal como demônios, aí até poderia ser utilizado! A dinâmica de avaliação no salão também foi muito legal. Adorei ver todo mundo participando! Sei que temos muito a melhorar. Por isso, vamos continuar nos esforçando muito, não é? E vocês também! Eu quero ver todo mundo cantando no Salão, hein?????? ^^” Até domingo, lindinhas e lindinhos, Bjus bjus

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ria da Semana: Pureza

Jesus e Pureza 

(Felipe, nosso 'sorteador oficial', tirando o nosso RIA da (semana!

(Autor Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier)

Se foges de quantos se aprisionam ainda à trama do vício, a pretexto de garantir a virtude, lembra-te de Jesus que trazia consigo a pureza por excelência.

Porque exprimisse a Glória Excelsa, não recusou nascer no estábulo humilde, convertendo a estrebaria singela em sublime revelação, sob a luz de uma estrela.

Porque a simplicidade Lhe fulgisse no ser, não se negou a falar com os doutores do Templo, elucidando-lhes o cérebro hipertrofiado de orgulho, quanto às sagradas leis do destino. Porque fosse imaculado de intenção e conduta, não se furtou de socorrer a Madalena que claudicava na sombra, dela fazendo a mensageira triunfante.

Porque expressasse o mais alto expoente da Luz Divina, de modo algum se afastou de quantos, paralíticos e enceguecidos, leprosos e dementados, se mantinham no mais baixo nível da treva, humana, restaurando-lhes a esperança para a vida melhor.

Porque andasse engolfado nas cogitações do Reino do Amor, que lhe absorviam todo o tempo no mundo, não deixou de encontrar ensejo para afagar os filhos do sofrimento e as crianças sem rumo, refazendo-lhes o caminho.

Porque exaltasse o desinteresse, não desprezou Zaqueu, cujas mãos se azinhavravam na usura, guiando-lhe o raciocínio para a Senda Superior.

Porque brilhasse, leal a Deus, não desterrou Judas, o aprendiz infiel, da escola de trabalho em que se lhe desdobrava o ministério de redenção.

Porque se erigisse em baluarte de integridade e segurança, não desamparou Simão Pedro, segregado nas armadilhas da negação.

E, por fim, porque se mostrasse erguido à vitória da Suprema Ressurreição, não se encastela nos domínios celestiais, mas volta, depois, do túmulo, ao convívio dos desertores e dos ingratos, dos criminosos e dos verdugos que lhe haviam içado o coração no madeiro afrontoso da morte, prometendo-lhes amorosa assistência até o fim dos séculos.

Não confundas, assim, pureza com solidão, nem virtude com desserviço.

Estende os braços para auxiliar e convive com todos aqueles que jornadeiam em teu caminho, ofertando-lhes o melhor, porque o bem verdadeiro não consiste em te ocultar do mal, mas sim em fazer do mal a lição para o bem.

( LIVRO: MENTORES E SEAREIROS - Francisco Cândido Xavier e Autores Diversos)

Site de pesquisa: http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=1060

domingo, 22 de março de 2009

RIA da semana: Pureza